Fluoxetina X Bruxismo

Bruxismo vem do grego brychein,que significa ranger os dentes, e portanto nada tem a ver com bruxaria, embora seja uma cena pouco agradável de ser vista. Crianças rangem os dentes ao dormir, assim como os adultos, sem esquecer que os velhos também rangem dentes, ou muitas vezes rangem suas dentaduras (por isso não faz tanto barulho). O envolvimento do estado psicológico do indivíduo em desencadear episódios de bruxismo é aceito atualmente pela ciência. Portanto, tratamentos psicológicos no sentido de obter uma higiene do sono através de terapia comportamental, controle de estresse, biofeedback e técnicas de relaxamento podem funcionar para prevenir o bruxismo. Mas a indicação de fluoxetina (inibidor seletivo da receptação da serotonina, bem como outras drogas:  sertralina e paroxetina) utilizadas em tratamentos psiquiátricos, apesar do beneficio para o estado emocional do paciente, podem piorar o quadro do bruxismo. Fiz questão de lembrar da fluoxetina, por ser bastante conhecida, e até mesmo muitas vezes utilizada de maneira indiscriminada ou sem indicação médica, o que é muito arriscado. Para a odontologia, o tratamento para o bruxismo é sinônimo de “placa oclusal”. Só nos EUA são confeccionadas 1 milhão e 200 mil placas oclusais por ano. As evidências cientificas não mostram a placa oclusal como a cura do bruxismo, mas sem dúvida reconhecem a sua eficiência em evitar desgastes nas superfícies dos dentes nos pacientes que realizam bruxismo ao dormir.Por outro lado, a presença física da placa oclusal na cavidade bucal gera à nível cerebral  a identificação de que existe um corpo estranho interposto entre os dentes, e talvez esse fator “cognitivo” possa estar relacionado com a interrupção do hábito de apertar ou esfregar os dentes.