Cuide mais de Você

Assisti a um curso sobre dor na região da face, no crânio, relacionada com alterações nos maxilares, nos dentes, músculos e articulações, e lá foi dada muita importância sobre a necessidade da troca de informações entre especialidades médicas e odontológicas. Andam de mãos dadas odontologia com a psiquiatria e psicologia, com a neurologia, com a otorrinolaringologia, com a fisioterapia. Dentro da odontologia, um procedimento consagrado para aliviar a dor da disfunção na articulação entre a mandíbula e o crânio é a confecção de placa oclusal. Trata-se de um aparelho de acrílico que fica interposto entre os dentes. Quando bem indicado, funciona. Alivia a dor. Mas veja bem, têm suas limitações. Como nos disse o professor: “depositar num pedaço de acrílico a esperança de cura de todas as dores craniofaciais já é um exagero...”. Entenda-se assim: o paciente estressado, que aperta ou esfrega os dentes ao dormir, toma remédios tranqüilizantes, muitas vezes sem acompanhamento médico, dormindo mal, respirando mal, sem praticar exercícios físicos regulares, fumante, alimentando-se errado, obeso, ingerindo bebidas alcoólicas em excesso, com alterações neurológicas, enfim, com um ou mais desses hábitos, está “dando chance para o azar”. Às vezes é difícil numa consulta de 30 minutos dizer ao paciente que a causa das suas dores craniofaciais é o resultado de um estilo de vida equivocado. A cura pode ser obtida mudando hábitos, iniciando com uma nova postura emocional diante das dificuldades: às vezes a única coisa a fazer é aceitar. Pois bem, aceitemos, faz parte da administração da vida. E cuidar do corpo não é pecado: atividades físicas racionais, sem exagero. Alimentação saudável, pelo menos de segunda à sexta. Cigarro, nem pensar! O seu corpo vai agradecer, e os tratamentos médicos e odontológicos poderão tornar-se mais eficazes.