Jornal da Praia
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Ausências Genéticas de Dentes Permanentes

A quantidade de dentes permanentes na maioria dos indivíduos é a mesma: em cada arcada 4 incisivos, 2 caninos , 4 pré-molares e 6 molares ( levando em conta a presença dos sisos). Eventualmente pode existir dentes a mais ou a menos. Certamente que para haver um correto arranjo entre as arcadas superior e inferior o número de dentes deve estar adequado. Quando for o caso de dentes extra numerários a solução pode ser a sua remoção para que não ocupem espaços indevidos na arcada. Já a ausência de dentes exige uma criteriosa avaliação: fechar o espaço do dente ausente com aparelho ou abrir e manter o espaço ideal para a colocação de um implante e/ou prótese? A resposta depende de muitos fatores, mas atualmente a tendência é optar pelo fechamento do espaço do dente ausente, principalmente quando tratar-se de incisivos laterais. Na região dos incisivos, quando há agenesia, o fator estético possui grande significado, principalmente quando o paciente mostra a gengiva ao sorrir. Justamente nesses casos é que deve ser dada a preferência ao fechamento do espaço do dente ausente através do tratamento com aparelho ortodôntico. A técnica consiste em deslocar os caninos para ocuparem a posição dos incisivos laterais, trabalhando a forma do dente com restauração e a cor com clareamento. Já o primeiro pré-molar será trazido para o lugar do canino, também sendo transformado em canino. Com o tratamento todos os dentes serão "deslocados" para frente, e não deverá permanecer espaços entre eles. Entretanto, naqueles casos onde fechar espaços pode comprometer a face ou complicar a articulação dos dentes, os espaços podem ser transferidos para os dentes posteriores, onde implantes podem ser colocados em local onde a estética não têm grande importância, pois ao sorrir a margem gengival daquele dente não será mostrada.