Lendo a matéria “Mais esgotos escoando nos rios em Praia Grande” (publicada na edição 636 do Jornal da Praia), me senti na obrigação como engenheiro e morador de Praia Grande de contribuir com o assunto, trabalho com projeto rodoviário e vias urbanas há 09 anos e sou mestrando em transportes na UFSC.
Para enriquecer o assunto acrescento que a drenagem pluvial é necessária e muito útil para escoar a água da chuva que, não só nas ruas como em terrenos e telhados, tira da pista a água que pode criar insegurança e desconforto a motoristas e população.
A tubulação que coleta o esgoto é outra de outro diâmetro e muito mais vedada a vazamentos pois, se a água da chuva vazar pouco ou nada, afeta, mas o esgoto doméstico é altamente prejudicial ao meio ambiente e ao ser humano.
Tem-se a cultura de “tirar” o esgoto da frente das casas e na mesma tubulação pluvial jogá-la no rio ou córrego mais próximo, essa ação é mais prejudicial ainda, pois concentra rapidamente o poluente alterando completamente o ambiente.
A ação mais correta em municípios pequenos como o nosso é incentivar o uso de fossa, filtro e sumidouro bem dimensionados e com manutenção constante.
Em áreas um pouco mais adensadas existem tecnologias alternativas, mas já comprovadas, como novas colônias de bactérias e bambu que consomem de forma anaeróbia (sem odor) os dejetos. Existe solução, e a população está consciente que o poder público tem que buscá-la, basta articulação e força de vontade.
Leonardo Tiscoski