Catarina  (90Q) II, o susto

Nesta semana os moradores de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul estiveram sobressaltados olhando para o céu e esperando o pior, que seria mais um desastre natural.
Os ciclones tropicais, normalmente, não se formam no Atlântico Sul, porque as águas são geralmente muito frias. No entanto, os meteorologistas no Laboratório de Pesquisa Naval descobriram que um sistema de baixa pressão ao largo da costa do Brasil passou de ciclone para  tempestade tropical.
A Tempestade tropical 90Q é o segundo ciclone tropical conhecido para formar-se no Oceano Atlântico do Sul mais fresco, e dois satélites de NASA confirmam que ele se está afastando agora da costa de Brasil. O primeiro ciclone tropical alguma vez visto na história registrada no Atlântico do Sul foi chamado "Catarina" em 2004.
O Laboratório de Pesquisa Naval forneceu a informação no sistema, embora eles não emitam uma declaração de ciclone tropical formal porque o Atlântico do Sul não é atualmente coberto por um Especialista Regional Centro Meteorológico (porque ciclones tropicais tipicamente não aparecem aqui) contudo, que pode modificar-se no futuro.
As condições climáticas no Atlântico Sul mostram que a temperatura do oceano subiu 1,5ºC, trazendo para as contas de SC e do RS as águas vivas que causaram inúmeras queimaduras, uma das causas desse aumento foi o fenômeno El Niño que este ano está muito atuante.
Durante a aproximação da 90Q a defesa civil de Santa Catarina e dos municípios ficou em estado de alerta.
A aproximação da 90Q confirma um fato que se suspeitava, mas que todos gostariam que não acontecesse, que é o fato que nossa região pode estar na rota dos furacões que estão começando a aparecer no Atlântico Sul.   
Temos que aprender com os habitantes dos países onde os furacões acontecem e preparar-nos para minimizar os efeitos da sua passagem.